A alimentação saudável e sustentável deve ser encarada com alegria, satisfação e gratidão. Sim, gratidão porque, felizmente, temos o que comer. Temos acesso a alimentos em quantidade, com qualidade e com muita variedade e até temos o privilégio de poder escolher conforme os nossos gostos e preferências, momentos do dia e contextos de vida. Em muitas partes do mundo isso não é possível e, mesmo em sociedades ditas “confortáveis”, há quem não tenha acesso a alimentos suficientes para suprir as necessidades básicas, quanto mais preferências.
Portanto, para início de conversa, é percebermos que alimentar-nos é uma bênção e é por isso que devemos olhar para a alimentação com respeito e gratidão. Combinado? Boa.
A relação amor-ódio com o emagrecimento
Mas então… porque é que existe esta sensação de amor-ódio em relação ao processo de emagrecimento?
Porque é que, nas inúmeras vezes que já tentaste emagrecer, acabas sempre por “falhar”?
Confessa que já começaste uma dieta restritiva numa segunda-feira ou no dia 1 de janeiro e que:
- já cortaste nos hidratos de carbono,
- eliminaste o pão,
- deixaste os doces e tudo o que gostavas,
- e disseste a ti própria: “Agora é que vai.”
Tudo isto acontece porque as expectativas em torno da alimentação e da perda de peso estão muitas vezes desalinhadas da realidade. E a falta de conhecimento leva a decisões que, em vez de ajudarem, apenas te afastam dos resultados que procuras.
Causas comuns que te impedem de emagrecer com equilíbrio
Desinformação
É a causa mais comum.
Na tentativa de saber o que fazer, ouves tudo e todos e ficas ainda mais confusa.
“A Maria perdeu 20 kg porque deixou de comer hidratos.”
“A Rita está um espetáculo desde que eliminou o pão.”
“A Francisca só bebe batidos e está irreconhecível.”
Pois. Mas tu não és a Maria, nem a Rita, nem a Francisca.
És tu.
Com a tua genética, a tua composição corporal, a tua rotina, os teus gostos, sonhos e ambições e isso importa muito mais do que imaginas. Lembra-te: és um todo feito de várias partes, e todas elas devem ser alimentadas.
O teu corpo, mente, emoções e espírito estão todos interligados, e o que serve a outra pessoa pode não servir para ti.
É aqui que entra a nutrição personalizada e a mentalidade alimentar, essenciais para um emagrecimento consciente e sustentável.
2. Ruminação
Temos, em média, cerca de 6200 pensamentos por dia, e é natural que muitos deles não sirvam para grande coisa, mas o que fazes com eles é o que muda tudo.
A ruminação é o processo de pensar repetidamente no mesmo assunto, muitas vezes apoiada em crenças antigas ou distorcidas.
Neste processo, os teus pensamentos podem estar a sabotar-te com frases do género:
- “Como não perdi peso esta semana, nunca vou perder.”
- “Vou engordar porque ontem fui jantar fora.”
- “Como comi este pastel de nata já estraguei tudo.”
- “Emagrecer é muito difícil.”
Uma forma de lidares com esta questão é:
imagina os teus pensamentos como folhas a flutuar num rio, observa-os, analisa-os, e os que não te interessam, deixa-os ir.
É importante perceber que os pensamentos podem ter impacto nos resultados que pretendes alcançar uma vez que são o início de um processo. Ora vejamos, se os pensamentos geram emoções, que por sua vez nos levam a tomar determinadas ações que vão gerar determinados resultados, é, por isso essencial, se queres emagrecer com equilíbrio, que o início da cadeia seja positivo.
Algumas crenças alimentares que podem sabotar esse processo logo à partida são:
“Não vou comer arroz porque engorda.”
“Queria tanto comer uma banana, mas tem muito açúcar.”
“Se saltar esta refeição, vou emagrecer mais rápido.”
Estas ideias podem ser substituídas por conhecimento e reeducação alimentar baseados na evidência.
Assim, começas a comer com consciência, a nutrir o corpo e também a tua saúde física e emocional.
3. Comparação
Hoje é tão fácil compararmo-nos.
Basta abrir o telemóvel e lá estão todos, aparentemente mais felizes, mais magros, mais bem-sucedidos.
Mas lembra-te que a comparação rouba-te o foco de ti própria, do teu crescimento, do teu autocuidado e da tua relação saudável com a comida. Se te concentrares em ti e te focares em ocupar a tua vida com a tua própria vida, o teu desenvolvimento pessoal, os teus objetivos e valores, o processo de emagrecimento torna-se mais leve e coerente.
Por onde começar?
Um passo de cada vez.
1. Informa-te e educa-te.
Escolhe uma ou duas fontes fiáveis sobre nutrição e alimentação, segue uma linha condutora e não te percas em contradições.
2. Define objetivos realistas.
Divide-os em pequenas metas e celebra cada avanço.
3. Observa os teus pensamentos.
Não tentes controlá-los, apenas reconhece o que te faz bem e deixa ir o resto.
4. Foca-te em ti.
Não te compares, não te diminuas.
Ganha clareza sobre o que queres, de onde vens e para onde vais. E, se sentires que não consegues sozinha, pede ajuda.
Pequenos passos podem levar a grandes transformações
Se queres perder peso com equilíbrio e sem sofrimento, começa de forma simples:
- Reduz ligeiramente as porções.
- Bebe mais água.
- Faz caminhadas, nem que sejam de 10 minutos. ●
E quando fores caminhar para emagrecer, não leves auscultadores. Vai a ouvir os teus próprios pensamentos.
Aproveita o silêncio, ele diz-te muito mais do que imaginas.
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Espero que este artigo te tenha sido útil 💛
Se quiseres, deixa o teu comentário, gosto de saber como te sentes e o que pensas.
E se precisares de apoio no teu processo de emagrecimento consciente, agenda a tua consulta.
Terei todo o gosto em caminhar contigo neste processo.
Beijo,
Tânia
Notas
- O número médio de pensamentos diários (≈6200) baseia-se em estudos de psicologia cognitiva (Klinger, 2020, Nature Communications).
- Eliminar fontes de hidratos de carbono como arroz, massa, pão ou fruta não é necessário nem recomendado. O emagrecimento sustentável depende de défice calórico equilibrado, personalização alimentar e de um ecossistema onde te sintas bem contigo e com os outros.
- Caminhadas curtas e regulares (≥10 min/dia) melhoram o metabolismo, a saúde cardiovascular e a regulação emocional (OMS, 2023).